Funcionário do Ibama é ferido durante resgate de macaco no AP; animal morreu no dia seguinte
15/01/2026
(Foto: Reprodução) Vigilância em Saúde do estado monitora morte de macaco para verificar risco à população
Um funcionário do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) sofreu arranhões durante o resgate de um sagui na BR-156, no Amapá. O animal morreu nesta quinta-feira (15), um dia após ser recolhido. O servidor recebeu atendimento imediato e passou pelo protocolo de profilaxia indicado para casos de contato com animais silvestres.
A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) informou que acompanha o caso. Uma equipe da Unidade de Controle de Zoonoses esteve no Cetas nesta manhã para coletar material e investigar as causas da morte do primata.
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Segundo Solange Sacramento, gerente do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), o animal apresentava sinais de agressividade, anorexia e apatia. Durante o transporte, atacou um dos servidores. “Ele ficou em observação, mas na manhã de hoje evoluiu a óbito”, explicou.
A SVS afirma que até o momento não há risco confirmado para a população. O caso segue em investigação, com medidas de vigilância epidemiológica e segurança sanitária já adotadas.
Ainda de acordo com Solange, o estado de saúde do funcionário é estável.
“A pessoa que sofreu as arranhaduras recebeu ainda ontem a profilaxia após exposição. Ele vem sendo acompanhado por nossas equipes, está bem e fora de perigo”, disse.
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Os órgãos de saúde reforçam a recomendação de não tocar ou manipular animais silvestres, vivos ou mortos, e não interferir em seu habitat natural. Em caso de contato, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para realizar o protocolo emergencial.
Primatas podem transmitir doenças como febre amarela silvestre e raiva.
O Cetas é administrado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e fica localizado na Zona Norte de Macapá.
SVS monitora o caso
Caio Coutinho/arquivo g1
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